quarta-feira, 12 de junho de 2013

Resumos Filosofia 2º médio ETIP (2º trim 2013)


Aula 1. Os filósofos pré-socráticos.

• Segundo os historiadores, a filosofia começou no início do século VI a.C., nas colônias gregas da Ásia menor (atual Turquia).

• A filosofia nasceu como uma Cosmologia, ou seja, com o conhecimento racional da ordem do mundo ou da natureza.

• A pesquisa filosófica na Grécia antiga se fazia através de “escolas”, que nada mais eram do que grupos de pensadores que compartilhavam ideias, dúvidas e costumes, em um verdadeiro centro de investigações.

• As cinco mais importantes escolas filosóficas da antiguidades eram:

1. Escola Jônica:

o Tales de Mileto – A água é a origem e a matriz de todas as coisas, tudo é um.
o Anaximandro – A substância primordial é o Ápeiron (infinito, indefinido), lei universal de justiça.
o Anaxímenes – O ar é o que move o mundo, transformações das coisas por condensação e rarefação.
o Heráclito de Éfeso – O mundo é um eterno devir, o fluso eterno de mudanças contínuas.

2. Escola Eleática:

o Parmênides de Eléia – O ser é, o não ser não é; distinção entre verdade e aparência.
o Zenão de Eléia – Nega a multiplicidade e o movimento, argumentos do absurdo, infinita divisibilidade.
o Melisso de Samos– O ser é infinito, incorpóreo e imutável, ele nega a experiência sensível.

3. Escola Itálica ou Pitagórica:

o Pitágoras de Samos – A substância das coisas é o número, a ordem é a perfeição.
o Filolau de Crotona – A forma geométrica das partículas determina a diversidade dos elementos.

4. Os físicos da pluralidade:

o Empédocles de Agrigento – O princípio do real é múltiplo, os quatro elementos, o amor une, o ódio separa, amor e ódio são forças cósmicas.
o Anaxágoras de Clazômenas – Há um princípio inteligível que é a causa da ordem do mundo, tudo é formado por partículas elementares (sementes).


5. Os atomistas:

o Leucipo de Mileto – O real é composto pela união e separação dos átomos, regida por uma razão necessária.
o Demócrito de Abdera – O ser é pleno, o não-ser é vazio, defende a ética e a felicidade, o respeito por si.


Aulas 2/3. Sócrates de Atenas (470 – 399 a.C.).

• Filho de um escultor (Sofronisco) e de uma parteira (Fenarete). As ocupações dos pais tiveram influência na sua atividade filosófica.

• Viveu durante o “Século de Péricles”, idade de ouro de Atenas. Aonde a democracia era o regime político vigente. Com a democracia direta, a função dos oradores na Ágora era fundamental.

• A principal função da educação grega era preparar o indivíduo para a vida pública, tornando-o um cidadão capaz de discutir sobre as questões da cidade.

• Os Sofistas eram professores de eloquência, bem remunerados, que se propunham a ensinar aos jovens o uso correto e hábil da palavra, não se importando se o que se falava era ou não verdadeiro, o objetivo era aprender a convencer os outros com suas ideias.

• Um dos mais importantes sofistas foi Protágoras de Abdera, cujo lema era: “O homem é a medida de todas as coisas.” Ou seja, são os seres humanos que inventam as verdades, logo ela é totalmente relativa, os valores humanos passam a ser meras convenções sociais.

• Ciência e missão de Sócrates:

o Xenofonte, um grande amigo de Sócrates fez uma consulta ao Oráculo de Delfos, perguntando: Qual o homem mais sábio de toda a Grécia? A resposta do Oráculo foi: Sócrates é o mais sábio.
o Ao saber disso, Sócrates estranhou a resposta: como posso ser sábio se tudo o que sei é que nada sei?
o Decide então investigar os atenienses para compreender a fala do Oráculo, questiona as pessoas que se julgam sábias e com maestria incomum, derruba argumentos e falsas ideias, demonstrando que os outros também não sabiam de nada, pois eles supõem saber algo que não sabem.
o Com ironia, Sócrates mostra às pessoas que elas ignoram a verdade, isso gera ódios e rancores contra ele. Os jovens da época entusiasmavam-se com esta prática.
o Sócrates se considerava encarregado da missão de despertar os homens para o conhecimento de si mesmos, sua pesquisa buscava descobrir a essência das virtudes e dos valores morais, buscava a verdade do conhecimento.

• O método socrático:

o Sócrates acreditava que a filosofia se faz através do diálogo, ele utilizava um método bem específico de dirigir suas investigações, constava de dois passos:
o A Ironia – Com o objetivo de eliminar as falsas opiniões, acabando com a ilusão de sabedoria.
o A Maiêutica – Parto de ideias, construção de novas ideias pelo diálogo.


• O julgamento de Sócrates:

o Com o passar dos anos, a atividade socrática passou a incomodar pessoas importantes de Atenas, em 399 a.C. foi levado a julgamento sob a acusação de corromper a juventude e de não acreditar nos deuses que a cidade acreditava.
o Durante o julgamento, narrado por Platão no texto: “a defesa de Sócrates”, o filósofo argumenta ao seu modo habitual, mas não consegue convencer a maioria da Assembléia e é condenado por uma margem pequena de votos.
o Condenado, é convidado a propor sua pena, ao que ele responde ser merecedor de prêmios e não de castigos, pois tornava os atenienses pessoas melhores.
o Sócrates foi condenado à morte por envenenamento com cicuta, aguardando a execução, ele se recusa a fugir, dizendo ser contra os seus princípios.


Aulas 4/5. Platão de Atenas (428 – 347 a.C.)

• Discípulo de Sócrates desde os 20 anos.

• Crítica à democracia ateniense após o julgamento de Sócrates.

• Escreveu 34 diálogos e 13 cartas, a maioria dos diálogos tem Sócrates como personagem principal.

• O conhecimento sensível é fonte de erro devido à natureza imperfeita, instável e corruptível da matéria.

• Os objetos e as ações humanas são limitados, não chegam a contemplar as ideias plenas e perfeitas.

• Platão divide a realidade em dois níveis:

1. O mundo sensível - material, cópia imperfeita

2. O mundo inteligível - Ou mundo das ideias, o reino das formas, o ser.

• Platão utiliza mitos e alegorias para demonstrar suas teorias, em seus diálogos três mitos são destacados:
o A alegoria da Linha dividida.
o O mito de Er, ou a teoria da reminiscência.
o O mito da caverna.

1. A alegoria da linha dividida:



2. O mito de Er, ou a teoria da reminiscência:

• Este mito, relatado no livro X da "República", conta a história de Er, um guerreiro que após morrer em batalha obteve permissão para voltar à vida, contando aos vivos o que se passava no além.
• Segundo ele, as almas passavam por um processo aonde poderiam escolher a vida que teriam na Terra, após a escolha, esta era gravada na alma, tornando-se assim o destino desta alma, após isso era necessário passar pelas águas do rio Lethe, para esquecer a escolha feita.
• Platão utiliza este mito para explicar nossa passagem pelo mundo das ideias e como não podemos fugir das consequências de nossas escolhas, devemos pois escolher sempre o bem.
• Como consequência disso, para Platão, conhecer é lembrar-se das ideias plenas e perfeitas que já contemplamos um dia, quando estivemos no mundo das ideias.

3. O mito da caverna:

• Um dos mitos mais conhecidos de Platão é o da caverna, segue abaixo um desenho com os elementos básicos do mito.












• Uma possível interpretação dos elementos:
o O cativo - somos nós, o senso comum.
o As sombras – a realidade física, aparente.
o O muro e os fantoches – a manipulação da realidade aparente.
o O fogo – a fonte artificial da realidade aparente.
o O mundo exterior – a verdadeira realidade, o mundo das ideias.
o O sol – é a ideia do bem, a fonte da verdade.
o O liberto – representa o filósofo, aquele que tem a coragem de olhar para outra direção, buscando a verdade e não se deixando guiar pelas sombras.

• O mito, ou alegoria da caverna representa o difícil caminho rumo ao conhecimento verdadeiro; libertar-se do mundo sensível e contemplar as ideias do mundo inteligível são as difíceis missões do filósofo, encarregado de ensinar essa tarefa aos homens.


Aulas 6/7. Aristóteles (Macedônia, 384 – 322 a.C.) – Vida e obra.

• Nasce na Macedônia, poderoso reino ao norte da Grécia.
• Ingressa na Academia platônica aos 17 anos, foi aluno de Platão por 20 anos, um dos mais brilhantes.
• Morte de Platão em 347 a.C., Aristóteles sai da Academia por discordar dos rumos que a escola estava tomando.
• Aos 41 anos torna-se preceptor do jovem Alexandre Magno, filho de Felipe II, coroado rei sete anos depois.
• Em 335 a.C. funda o Liceu em Atenas, o nome é uma homenagem ao deus Apolo.
• Produziu escritos de Lógica, Metafísica, Ética, Política e de várias outras áreas (economia, poética, física, história, matemática, biologia, psicologia,...)

O caráter sistemático e rigoroso de suas idéias o tornou a grande autoridade filosófica e científica dos medievais, ele era “o filósofo”, o construtor de uma teoria universal e permanente.

• PRINCIPAIS IDEIAS:

• A realidade é uma só, as formas das coisas são imanentes, ou seja, estão dentro delas, fazem parte da sua natureza.
• A Substância é o ser, é a realidade permanente.

• Devir (fluxo) :
Potência – Possibilidades reais. (ex: o mármore)
Ato – Realização de uma ou mais possibilidades. (ex: a estátua)

• A teoria das quatro causas:

o Material – A matéria física. Ex: a madeira/ os remédios.
o Formal – A idéia da forma. Ex: a forma da mesa/ o tratamento.
o Eficiente – O botão de“start” Ex: o marceneiro/ o médico.
o Final – A finalidade do ato. Ex: a utilidade/ a cura.

• A causa final de toda a realidade é o 1º motor. (se verificarmos a causa das coisas, e depois disso as causas destas causas e assim por diante, chegaremos até o infinito: a causa da causa da causa..... ; isto não é possível, logo deve haver uma primeira causa para tudo).

• O conhecimento para Aristóteles:


FORMAS SENSÍVEIS ----- SENSAÇÃO ----- MARCA ----- FANTASIA, MEMÓRIA, EXPERIÊNCIA


O conhecimento sensível é base para o conhecimento inteligível.

Resumos Filosofia 1º médio ETIP (2º trim. 2013)


Aula 1. Ética e moral.

• Em nossa vida vivemos ou presenciamos certas situações que nos afetam profundamente, como por exemplo:

o Nos indignamos com atos injustos.
o Sentimos vergonha, remorso ou culpa por um ato impulsivo.
o Nos emocionamos com atos de sacrifício, de heroísmo ou de dignidade.
o Sentimos horror diante da violência extrema.

• Todos esses sentimentos exprimem nosso senso moral.

• Senso Moral: É um sentido interno do que seja bom ou mau, certo ou errado; todas as pessoas o possuem, independente de sua índole.

• Porém, existem situações que não apenas provocam sentimentos, mas exigem uma postura, uma decisão de nossa parte, como por exemplo:

o Uma pessoa querida está com uma doença incurável, vivendo por máquinas e sofrendo dores intoleráveis.
o Uma adolescente carente descobre que está grávida e não tem condições financeiras, físicas e nem emocionais para cuidar do filho.
o Um funcionário de uma grande empresa descobre que seu chefe, a pessoa que o contratou está roubando a firma, desviando dinheiro e cobrando propina dos fornecedores.

• A pergunta que se coloca nas três situações descritas acima é: o que fazer? Desligar ou não os aperelhos? (eutanásia) Fazer um aborto ou tentar criar o filho? Denunciar ou chantagear o funcionário corrupto?

• Situações como essas nos deixam em dúvida quanto a decisão a tomar, qual é a ação correta? Elas colocam à prova nossa consciência moral.

• Consciência moral: É a capacidade de agir de acordo com os princípios morais que adoramos, é a chamada “voz da consciência”.

• A partir disso podemos analisar melhor as definições formais de moral e ética.

• Moral: Conjunto de valores referentes ao bem e ao mal, ao certo e ao errado, válidos para todas as pessoas de uma comunidade, classe social ou um grupo de indivíduos.

• Ética: Pode ser entendida como uma reflexão cujo objetivo é discutir e interpretar o significado e a importância dos valores morais, sendo chamada de “filosofia moral”.



Aula 2. Os valores.

• Em toda comunicação que fazemos estamos sempre nos referindo a algo, esta referência ocorre na forma de juízos, que podem ser afirmativos, negativos, interrogativos ou imperativos.

• Juízos:

o De fato – Enuncia a constatação de algo.
(Ex: Alice é aluna do ETIP.)
o De valor – Enuncia o resultado de uma interpretação ou avaliação de algo.
(Ex: Alice é uma ótima aluna do ETIP.)

• Os valores expressam a maneira como nos relacionamos com o meio em que vivemos. “Dar valor é atribuir significados.”

• Valores:

o Relativos – Os valores são criações culturais, dependem da relação das
pessoas com o mundo.
o Absolutos – São únicos, não dependem de nenhuma condição, por exemplo:
O bem, o belo, a verdade, a justiça, a felicidade,…

OBS: Os valores citados acima podem ser considerados absolutos, o que é relativo é como cada um os interpreta, cada pessoa tem sua visão de felicidade, mas o desejo por ela é universal. O mesmo ocorre com os outros valores.

• Os valores determinam nossas escolhas, ou seja, valor é a atitude de não indiferença, é você se posicionar a favor ou contra algo, é não ficar em cima do muro, é decisão!


Aula 3. As virtudes morais.

• Virtude:
o Do grego areté – significando excelência.
o Do latim virtus – significando força.

• Sentido geral: Capacidade ou habilidade para fazer algo.
• Sentido moral: Disposição firme e constante para a prática do bem.

• Tipos de virtudes:
o Físicas – Força, resistência, agilidade,…
o Intelectuais – Memória, criatividade, raciocínio lógico,…
o Teológicas – Fé, esperança e caridade.
o Morais – Coragem, moderação, calma, orgulho, honestidade, generosidade, justiça,…

• O oposto da virtude é o vício, podemos pecar por falta ou por excesso. Por exemplo, a falta de coragem é a covardia, e o excesso de coragem é temeridade.

• A virtude da Justiça segundo Platão:

o Texto-base: “A República”, livro II, parágrafos 17 e 18.
o Tema - Qual é a natureza e a origem da Justiça?
o Explicado através do mito de anel de Giges, que conta a estória de Giges, o lídio que encontrou um anel da invisibilidade, com o poder do anel ele seduziu a rainha, matou o rei e se tornou o novo soberano.
o Platão usa este mito para explicar a tendência humana à prática da injustiça.

• A injustiça:
o Fazer sem punição é o maior bem.
o Sofrer sem reação é o maior mal.

• Segundo Platão, a origem das leis está no medo das pessoas de sofrer injustiças.

• Se dermos liberdade total de ação para o justo e para o injusto, os dois tentarão levar vantagem sobre os outros, pois essa é a natureza humana.

• Conclusão: Ninguém é justo por vontade própria, mas por obrigação.


Aula 4. As paixões humanas.

• O ser humano é:
o Um animal racional, sua essência é pensar.
o Um ser de desejo, sua essência é querer.

• Desejo:
o Impulso, energia, vibração.
o Inclinação poderosa que leva à ação, apetite sensível.
o Implica sempre na falta de algo.
o Satisfação das necessidades com prazer.
o Nasce da imaginação.
o Oferece à vontade os motivos para agir.

• Vontade:
o É o ato de querer.
o É uma ação voluntária, força de vontade.
o Apetite racional, exige deliberação, avaliação.
o Nasce da reflexão.
o Educa o desejo, direciona ações e finalidades.

• Tanto o desejo como a vontade são inclinações que levam à ação, mas enquanto o desejo busca saciar um apetite sensível, a vontade se refere a uma decisão racional.

• Desejo é paixão, vontade é decisão.

• PAIXÃO: Do grego pathos, significa: sofrer, suportar, deixar-se levar.

o Se refere aos fenômenos passivos da alma.
o O oposto da paixão é a apatia (ausência de sentimentos).
o Visão negativa – Fraqueza humana, perturbação da alma, algo que deve ser controlado.
o Visão positiva – Faz parte da natureza humana, motiva a ação, não se pode evitar ou negar, mas pode-se compreender.
o A paixão surge independentemente da nossa vontade, isto é, não podemos ter ou não ter paixão.
o É uma inclinação incontrolável, a Razão não tem forças para controlar as paixões.
o Segundo Spinoza, uma paixão só pode ser vencida por outra paixão mais forte.


Aulas 5/6. Os grandes sistemas éticos da história antiga.

1. A ética materialista dos antigos gregos.

• Para os antigos gregos, a ética é um saber prático, para este saber, o agente, a ação e a finalidade de agir são inseparáveis.

• Princípios da vida moral:

1. Por natureza aspiramos ao bem e a felicidade, só atingidas pela virtude (grego: areté).
2. A virtude é uma força interior do caráter, consiste na escolha consciente do bem.
3. A conduta ética se refere ao que é possível e desejável para nós.
4. A ação virtuosa é conseguida agindo conforme a razão (que conhece o bem) e a natureza
( o Cosmos e a humana).
5. Julgamos uma ação ética pelos seus efeitos materiais, ou seja, pelas consequências reais.
6. Dedicar-se ao conhecimento do bem é o que determina uma atitude ética.

2. A ética cristã.

• O cristianismo é uma religião individual que se define pela fé num único Deus.
• A vida ética não se define por sua relação com a sociedade, mas por sua relação espiritual e interior com Deus.
• As principais virtudes cristãs são: a fé e a caridade.
• Livre-arbítrio: o primeiro impulso humano é para o mal, pois somos fracos para resistir às tentações, a vontade humana é impotente, precisa do auxílio divino.
• Qual é este auxílio divino? A lei divina revelada, expressa pelo texto bíblico.
• O cristianismo introduz na moral o conceito de Dever; temos o dever de obedecer a Lei divina, pois a revelação define eternamente o que é o Bem e o mal, a virtude e o vício, a salvação e o castigo.
• Este dever não se refere apenas às ações, mas às intenções, que passam a ser julgadas eticamente, ou seja, a intenção de fazer o mal, mesmo sem agir já é pecado.
• O cristianismo oferece um caminho seguro para a vontade fraca superar suas limitações e conseguir a salvação da alma.


Aula 7. A ética racionalista de Spinoza.

2. A ética racionalista de Baruch de Spinoza ( Holanda, 1632-1677).

• As paixões humanas não são nem boas, nem más, são apenas naturais, sendo as principais a alegria, a tristeza e o desejo.
• Conatus – Desejo de auto-conservação, instinto de sobrevivência, poder para existir.
• As paixões alegres ( amor, esperança, piedade,…) aumentam o Conatus, as paixões tristes ( ódio, orgulho, inveja, medo,…) diminuem o Conatus.
• É possível vencer as paixões negativas pelas positivas modificando a direção do desejo rumo a objetos que aumentem a força do Conatus.
• Ter virtude é ser a causa interna das ações, dos pensamentos e dos sentimentos.
• Ter vícios significa submeter-se às paixões, deixar-se dominar por causas externas.
• Para Spinoza, o bem e o mal não existem de forma absoluta, são palavras que usamos para classificar a maneira como as coisas nos atingem.
• Ser ético é ser livre, o homem livre é aquele que, conhecendo as leis da natureza e as do seu corpo, não se deixa vencer pelo exterior, mas sabe dominá-lo, ser a causa de si mesmo.
• Spinoza prega o amor intelectual de Deus, ou seja, a paixão positiva guiada pela consciência de nosso ser na compreensão de Deus, isto é, da totalidade. Deus é a natureza.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Resumos Sociologia 3º médio ETIP (1ºtrim - parte 2)

Aula 4. As principais ideias sociológicas de Auguste Comte.

• Comte busca a compreensão dos fundamentos históricos do progresso humano, identificando três fases da evolução humana, conhecida como a Lei dos três estados:

1. Estado teológico ou fictício – Expplicações sobrenaturais da realidade, a sociedade é obra de Deus.
2. Estado metafísico ou abstrato – Explicações através de ideias abstratas personificadas, como se tivessem vida própria. Por exemplo: o Espírito humano, a Razão universal, a sociedade é uma organização natural.
3. Estado positivo ou científico – Explicações pela ciência, a maior de todas as criações humanas, entendendo as causas e os efeitos das coisas. A sociedade é regida por leis universais e necessárias.

• Com bas na lei dos três estados, Comte estabeleceu uma classificação das ciências, que teriam uma ordem evolutiva específica, a saber:
1. MATEMÁTICA – Base de todas as ciências, o ponto de partida.
2. ASTRONOMIA – também conhecida como física celeste.
3. FÍSICA – Primeiro a inorgânica, depois a orgânica.
4. QUÍMICA – Estuda a estrutura da matéria.
5. BIOLOGIA – Estuda a estrutura dos seres vivos.
6. SOCIOLOGIA – É a finalidade de toda a filosofia positiva (psicologia, ética, filosofia da história).


A ORDEM é a base do PROGRESSO, que é o desenvolvimento da ORDEM.

• A sociologia de Comte se divide em duas partes:

o Estática social –
 Busca entender os elementos que compõem a sociedade.
 Saber as condições constantes, fixas e atemporais.
 A base da estática social é a Ordem.
 Os 5 elementos fixos: família, linguagem, religião, propriedade e governo.

o Dinâmica social –
 Busca entender como as sociedades mudam no decorrer do tempo.
 Saber as leis do desenvolvimento humano.
 A base da estática social é a Progresso.
 Lei dos afetos – Evolução humana, ter afeição primeiro pela família, depois pela pátria e por fim pela humanidade.


Aula 5. A sociologia de Émile Durkheim (França, 1858 – 1917).

• De família judaica, Durkheim foi professor de sociologia na França, foi o principal responsável pela transformação da sociologia em ciência reconhecida como tal.

• Obras:
o Da divisão do trabalho social.
o As regras do método sociológico.
o O suicídio.
o Educação e sociologia.

• Durkheim desenvolveu o método científico da sociologia, sistematizando a ação do pesquisador e o objeto de estudo. O centro desse método é a ideia de que o sociólogo deve ser imparcial, tratando os fatos sociais como “coisas”.

• A sociedade não é a simples soma dos indivíduos que a compõem, é um sistema que representa determinada realidade com características próprias.

• Os “Fatos sociais” consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem.

• O caminho mais adequado para os estudos sociológicos é buscar identificar as causas de um fato social em outro fato social, ou seja, a resposta para os problemas sociais se encontram na própria estrutura social.

• Características dos fatos sociais:

o Exterioridade – As regras sociais, os costumes e as leis já existem antes das pessoas e agem sobre elas.
o Generalidade – É social todo fato que é geral, que se aplica à todas ou a maioria das pessoas, é de natureza coletiva.
o Coerção social – A força (pressão) que os fatos sociais exercem sobre os indivíduos.

Aula 6. As ideias sociológicas de Émile Durkheim (França, 1858 – 1917).

• O principal mecanismo de coerção social é a educação, que impõe maneiras de ver, de sentir e de agir, tentando moldar as pessoas à imagem do meio social.

• A educação teria com objetivo central a socialização das novas gerações. Estes jovens aprenderiam não apenas conteúdos escolares, mas a disciplina moral e a autoridade política (respeito e submissão), sendo assim um poderoso fator de manutenção da sociedade (coesão social).

• UNIDADE garantida pelas SEMELHANÇAS de VALORES e IDEIAS, quando internalizados se tornam NATURAIS, perpetuando a UNIDADE.

• Solidariedade:

o Mecânica – Crenças e valores comuns, sociedades antigas/rurais, manter as tradições.
o Orgânica – Divisão do trabalho, sociedades modernas/urbanas, coesão social complexa.


• O mundo moderno caracteriza-se por uma redução na eficácia de determinadas instituições integradoras como a religião e a família, já que os indivíduos passam a se agrupar segundo suas atividades profissionais.

• A multiplicidade de correntes de pensamento diluiu a coerção social, com isso há um senso de que a moral perdeu sua eficiência no controle da sociedade.


Aula 7. As ideias sociológicas de Karl Marx (Alemanha, 1818 – 1883).

• Marx faz uma análise crítica radical da sociedade capitalista.

• Foco sociológico:
o As contradições básicas da sociedade capitalista.
o As possibilidades de superação.

• Conceitos:

• Relações sociais de produção: São a base de toda estrutura social. Expressam as formas de organização dos meios de produção.

• Materialismo histórico: Evolução das relações materiais de subsistência.

• Matéria-prima + Instrumentos de produção = Meios de produção.

• Meios de produção + Trabalho humano = Forças produtivas.

• Forças produtivas + Relações de produção = Estrutura econômica.

• O processo de produção e reprodução da vida através do trabalho é para Marx, a principal atividade humana, é sua história social, é o fundamento do materialismo histórico.

• Forças produtivas + Relações sociais de produção = INFRAESTRUTURA

• A Infraestrutura determina a Superestrutura.

• SUPERESTRUTURA : Ideologias políticas, doutrinas religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais de ensino e de comunicação, conhecimento científico e filosófico.

• O grande problema do capitalismo é a posse dos meios de produção, monopolizada pelos burgueses, só restando aos proletários vender sua força de trabalho aos burgueses para sobreviver.

Aula 8. Conceitos marxistas.

• Mercadoria: É um objeto, uma coisa que, por suas propriedades satisfaz as necessidades humanas, seja qual for a natureza ou a origem delas. Possui dois tipos de valores:

• Valor de uso: A utilidade da coisa.

• Valor de troca: O valor dado para comercialização.

• O valor de troca deve ser calculado a partir da quantidade de trabalho socialmente necessário para a produção da mercadoria.

• No capitalismo, a força de trabalho foi transformada em mercadoria.

• Fetiche da Mercadoria: Segundo Marx, a mercadoria tem um dom especial, ela oculta, como por encanto, a sua natureza de produto do trabalho humano e das relações sociais do processo de produção. O valor do produto perde a relação com o trabalho e ganha vida própria.

• Alienação: O trabalhador não se reconhece no produto que criou ou ajudou a criar, ele não vê no trabalho qualquer finalidade que não seja a de garantir sua sobrevivência. A alienação faz os indivíduos perderem a consciência da vida e serem engolidos pelas diretrizes do mercado capitalista.

• Mais-valia: Tempo de trabalho excedente em que o trabalhador produz mais do que o necessário para sua manutenção, propiciando a acumulação de capital nas mãos dos burgueses.

• A taxa de mais-valia é a expressão do grau de exploração da força de trabalho pelo capital.

domingo, 31 de março de 2013

Resumos Sociologia 2º médio ETIP (1º trim - parte 2)

Aula 4. O longo caminho para se aprovar uma lei no Brasil.

1. Projeto de lei –
o Pode ser proposto por qualquer cidadão brasileiro, devendo ser apresentado ao congresso por um dos deputados ou senadores em exercício.
o Podem ser projetos de :
 Leis ordinárias – Leis comuns aprovadas por maioria simples.
 Leis complementares – Leis que regulamentam/completam leis já existentes, aprovadas por maioria absoluta.
 Emendas à constituição – Propõem alterações na lei maior do país, aprovadas por 3/5 do congresso.
o A Constituição brasileira permite o projeto de lei popular, que pode ser apresentado por 1% do eleitorado nacional (em 2010, 1.358.045) em pelo menos cinco estados com no mínimo 0,3% em cada um.

2. Comissão parlamentar –
o Grupos temáticos que analisam a viabilidade, a abrangência e a constitucionalidade do projeto.
o Existem atualmente 20 comissões permanentes, por exemplo: educação, saúde, transportes, impostos, economia, cultura, justiça, comunicações,…

3. Votação no plenário –
o Após a aprovação do projeto nas comissões vai para a análise dos parlamentares e para a votação no plenário.
o Índices para aprovação:
 Leis ordinárias/complementares – Deve ser aprovado uma vez em cada casa legislativa por maioria simples ou absoluta.
 Emendas à constituição – Deve ser aprovado duas vezes em cada casa legislativa, aprovadas por 3/5 do congresso.
o Em caso de alterações no texto da lei, recomeça o trâmite, voltando para a análise dos parlamentares, caso seja aprovado segue para o presidente.
Obs: Maioria simples: ½ +1 dos parlamentares presentes à sessão.
Maioria absoluta: ½ + 1 de todos os parlamentares.

4. Sanção presidencial –
o O presidente da República analisa o projeto que pode:
o Ser aprovado - Vira lei após a publicação no Diário Oficial da União.
o Ser rejeitado – Total ou parcialmente, neste caso, o projeto volta para o Congresso que analisa o Veto presidencial, podendo derrubá-lo com 2/3 do total de votos. ( atualmente, 342 dep. Federais e 54 senadores).

Aulas 5/6. Breve histórico das eleições no Brasil.

• Brasil colônia (1530-1822):
o Domínio da Coroa portuguesa, cargos importantes nomeados.
o Eleição para conselhos municipais das vilas, com voto aberto.
o 1ª eleição local – 1532 – para o conselho municipal da vila e São Vicente.
o 1ª eleição geral – 1821 – para os representantes brasileiros nas cortes de Lisboa.

• Brasil Império (1822 – 1889):
o Voto censitário – Necessário ter uma renda mínima para votar e ser votado.
o Só podiam votar homens livres, maiores de 25 anos, católicos e com renda própria.
o Primeiros partidos: Conservador, Liberal, Progressista, Republicano.
o Participação política: +/- 1,5 a 3,0% da população.

• República velha (1889 – 1930):
o Eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos.
o Só podiam votar homens alfabetizados com 21 anos ou mais.
o Voto aberto e voto de cabresto. ( manipulação dos eleitores).
o Partidos estaduais: Partido republicano paulista, mineiro, baiano, gaúcho,…
o Participação política: +/- 3,0% da população.

• Era Vargas (1930 – 1945):
o Criação da Justiça eleitoral, órgão público para organizar as eleições.
o Voto secreto e obrigatório aos 18 anos.
o Pela primeira vez no Brasil, aprovado o voto feminino. (em 1932).
o Durante o Estado novo (1937-1945) não há eleições, só nomeações.
o Participação política: +/- 6,5% da população.

• Período democrático (1945 – 1964):
o Eleições gerais diretas, quatro presidentes eleitos ( Dutra, Getúlio, JK, Jânio).
o Cédulas únicas e seções eleitorais fixas.
o Treze partidos políticos: PSD, UDN, PTB, PCB, …
o Participação política: +/- 22% da população.

• Regime militar (1964 – 1985):
o Eleições presidenciais Indiretas – Colégio eleitoral.
o Bipartidarismo: Arena (governo) e MDB (oposição).
o Governadores e prefeitos de capitais nomeados.
o Em 1979, pluripartidarismo: PDS, PDT, PT, PTB e PMDB.
o Em 1982 eleições diretas para governadores e senadores.
o Lei Falcão (1976-1984) proibição de debates políticos e propaganda eleitoral uniformizada.
o Senadores biônicos, com 1/3 do Senado nomeado pelo governo.
o Participação política: +/- 31 a 49% da população.

• Nova república (1985 – …):
o Pluripartidarismo, em 2012 haviam 29 partidos registrados na Justiça eleitoral.
o Eleições diretas para presidente a partir de 1989.
o Direito de voto aos analfabetos e voto facultativo aos 16 anos.
o Horário eleitoral gratuito na TV e no rádio (tempo proporcional ao tamanho do partido político ou da coligação de partidos).
o Eleições em dois turnos para presidente, governador e prefeitos em cidades com mais de 200 mil eleitores.
o É permitida uma reeeleição para cargos do poder Executivo.
o Em 2000 eleições totalmente informatizadas.
o Participação política: +/- 57,2 a 71,2% da população. ( em 2010, 136 milhões).

Obs: Presidentes eleitos na Nova república:

1989 – Fernando Color de Mello (PRN) – 35.089.998 de votos.
1994 – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 34.364.961 de votos.
1998 – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 35.936.382 de votos.
2002 – Luis Inácio Lula da Silva (PT) – 52.793.364 de votos.
2006 – Luis Inácio Lula da Silva (PT) – 58.295.042 de votos.
2010 – Dilma Vana Roussef (PT) – 55.752.529 de votos.


Aula 7. Partidos políticos e ideologias.

• Ideologia: É um grupo de ideias que motiva as pessoas a determinada ação, tem influência social. Nesse sentido podemos falar em ideologias: política, religiosa, racial, econômica, social,…

• Partido político: Grupo de pessoas unidas por uma identidade de propostas, ideias ou metas para aplicar seus projetos na administração da sociedade. Para disputar qualquer cargo político deve-se obrigatoriamente estar filiado a um partido.

• Espectro político brasileiro:

o Esquerda:
 Propostas: Economia socializada (estatização), Estado forte e interventor, prioridade a politicas sociais.
 Correntes: Socialismo, social-democracia, comunismo, anarquismo,…
 Extrema-esquerda: PSTU, PCO, PSOL, PCB,…
 Esquerda: PC do B, PDT, PSB, PT,…
 Centro-esquerda: PSDB, PPS, PV,…

o Direita:
 Propostas: Liberalismo econômico (privatização), estado mínimo, prioridade a políticas econômicas.
 Correntes: Nacionalismo, democracia-cristã, liberalismo,…
 Extrema-direita: PR, PT do B,…
 Direita: Dem, PP, PSDC,…
 Centro-direita: PTB, PSL,…

o Centro:
 Propostas: Os partidos de centro normalmente propõem mesclar propostas da direita e da esquerda, se afastando dos extremos.
 Centro: PMDB, PSD, PSC,…


• Principais partidos políticos brasileiros:

o Maiores: PT, PMDB, PSDB.
o Grandes: Dem, PP, PR, PSB, PDT, PTB.
o Médios: PPS, PC do B, PV, PSC, PSD.
o Pequenos: PSOL, PRB, PMN, PRTB, PT do B, PHS, PRP, PTC, PSL.
o Micros: PSTU, PCB, PSDC, PCO, PTN, PPL.

Obs: O critério usado para classificar os partidos foi o número de políticos ocupando cargos em algum dos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal.
(Fonte: Almanaque Abril 2012.)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Resumos Sociologia 1º médio ETIP (1º trim - parte 2)


Aula 4. Os primeiros sociólogos e os “fatos sociais”.

• Ambiente propício ao surgimento da sociologia:
o Cenário industrial urbano, com novas relações de trabalho.
o Nova configuração econômica da sociedade capitalista ( mercado consumidor, salários, lucros,…)
o Infra-estrutura precária em saúde, educação, moradia, transportes,…
o Caos social com violência, alcoolismo, miséria e desorganização social.

• Auguste Comte (França, 1798 – 1857):
o Professor de matemática, filósofo e secretário de Saint-Simon, um socialista utópico; foi o primeiro a mencionar a necessidade de se estabelecer uma ciência responsável pela compreensão da sociedade.
o Fundação da “Física social” com o objetivo de adaptar o método científico da física às ciências humanas e sociais.
o Estabelecimento da Ciência positiva – método empírico de ciência com observações, experiências e leis universais e necessárias.
o Principal lema: Ordem e progresso, com o objetivo de manter o controle para atingir o desenvolvimento.

• Émile Durkheim (França, 1858 – 1917):
o Professor de sociologia, transformou a sociologia em ciência reconhecida como tal.
o Desenvolveu as regras do método sociológico.
o O sociólogo deve ser imparcial, tratando os fatos sociais como “coisas”.
o A sociedade é maior do que os indivíduos.
o O principal objeto de estudo desta ciência são os “fatos sociais”.

• Fatos sociais:
o São maneiras coletivas de agir, pensar e sentir impostas pela sociedade. Todos os processos de interação humana são fatos sociais.
o Características dos fatos sociais: Exterior, coercitivo e geral.

Ver apostila 1, páginas 14 e 15.

Aula 5. Ciência e sociologia.

• A sociologia é uma ciência que pretende construir uma consciência capaz de analisar criticamente os problemas sociais.

• No mundo atual o excesso de informação domina a atenção e reduz a capacidade de pensar, a questão que se coloca é: como selecionar e assimilar as informações realmente úteis e importantes para nós?

• O conceito de “Alienação” é fundamental para se fazer uma análise precisa da sociedade capitalista.

• Alienação é uma palavra originária do latim, vem do verbo “in alio”, que significa separar-se de.., pode apresentar pelo menos quatro significados: jurídico, psicológico, religioso ou sociológico.

• Ser alienado hoje refere-se à postura e indiferença do indivíduo diante das problemáticas sociais tais como: corrupção, violência, desrespeito, imoralidade,…

Obs: ver Apostila 1, páginas 22, 23 e 24.


Aula 6. Grupos e tribos.

• Todos somos “seres sociais”, participamos de grupos de acordo com nossas escolhas culturais, que abrangem: costumes, crenças, religião, linguagem,…

• Fatores que motivam as pessoas a se reunirem em grupos ou tribos:

o Necessidade de afeto, de reconhecimento.
o Objetivos em comum.
o Comportamentos semelhantes, personalidades compatíveis.
o Preferências culturais: músicas, filmes, esportes, roupas,…

• Tribo urbana é o nome dado a um grupo de pessoas com hábitos, valores culturais, estilos musicais ou ideologias políticas semelhantes. Por exemplo: ecléticos, punks, rappers, clubbers, roqueiros, góticos, surfistas, otakus,…

• Participar de uma tribo urbana é uma forma de sinalizar aos outros o que se é, ou não é, geralmente envolve ídolos, roupas, acessórios,…

• Ao entrar em um grupo, uma pessoa está em busca de sua própria identidade. “Quem sou eu?” é a pergunta a ser respondida.

Obs: ver Apostila 1, páginas 28, 29 e 33.

domingo, 24 de março de 2013

Resumos Filosofia 2º médio ETIP (1º trim parte 2)


Aula 4. O quadrado dos opostos da Lógica medieval e o silogismo científico.

• Os lógicos medievais criaram uma figura conhecida como o quadrado dos opostos, que busca sistematizar as relações entre proposições, ou seja, como se relacionam entre si os quatro tipos básicos de proposições.







OBS: Nos casos das proposições contraditórias, quando uma é verdadeira a outra é sempre falsa, e vice-versa.


O silogismo científico.


• Para que um silogismo possa ser considerado válido ou científico deve obedecer quatro regras, conforme elas as premissas devem ser:

o Verdadeiras – E não apenas possíveis.
o Primárias – Indemonstráveis, óbvias.
o Inteligíveis – São evidentes, entendíveis.
o Causa – Causa necessárias da conclusão.

Exemplos:
1ª premissa – O todo é um conjunto inteiro.
2ª premissa – O conjunto inteiro é formado por partes.
Conclusão – Logo, o todo é maior do que as partes.

1ª premissa – As retas r e p são paralelas.
2ª premissa – As paralelas nunca se tocam.
Conclusão – Logo, as retas r e p nunca se tocam.

Aula 5. A lógica simbólica.

• A matemática possui símbolos próprios, inconfundíveis, universais; a Lógica também deveria ser uma linguagem perfeita, totalmente purificada das ambiguidades da linguagem cotidiana.

• Segundo o alemão Leibniz e o inglês Hobbes, “o raciocínio é um cálculo”, ou seja, quando raciocinamos, simplesmente somamos, subtraímos, multiplicamos ou dividimos ideias, cabendo à Lógica estabelecer as regras universais desse cálculo.

• O matemático alemão Gottlob Frége (1848/1925) contruiu uma linguagem simbólica artificial baseada em símbolos e regras gerais.

• Símbolos:
o Ʌ = e.
o V = ou.
o → = se … então, ou implica em…
o ↔ = se e somente se…
o ≈ = não.
o Є, Ɇ = pertence, não pertence.

Exemplos:
Todo homem é mortal. ( A Є B)
Sócrates é homem. ( X Є A).
Logo, Sócrates é mortal. (X) ( X Є A) ( X Є B). (Lê-se: para todo X, X pertence a A implica que X pertence a B).

Se Deus existe, o mal não existe.
Mas, o mal existe.
Logo, Deus não existe.

(A ≈ B), (mas B) (logo, ≈ A).

• A lua é quadrada e a neve é branca. (A Ʌ B).
• A lua é quadrada ou a neve é branca. (A V B).
• Se a lua é quadrada então a neve é branca. ( A B).
• A lua é quadrada somente se a neve é branca. (A B).
• A lua não é quadrada. (≈ A).

Aula 6. O cálculo proposicional.

• A lógica moderna transforma uma proposição em uma equação entre um sujeito e um predicado.

• O cálculo proposicional consiste em estabelecer os procedimentos pelos quais podemos determinar a verdade ou a falsidade de uma proposição, de acordo com sua ligação com outras proposições.










Resumos Filosofia 3º médio ETIP (1º trim parte 2)

Aula 4. Metafísica: análise das essências segundo Aristóteles.

Segundo Aristóteles, a realidade é composta de vários tipos de seres, cada um com sua essência específica.

1. Essência do seres físicos ou naturais – São matéria em ato, existentes; ocupam lugar no espaço, estão sempre em transformação dentro do ciclo do Devir, ou seja, são finitos.

2. Essência dos seres humanos – São seres vivos racionais com corpo físico, dotados de vontade e de linguagem abstrata, tem alma.

3. Essência dos seres matemáticos – Não tem existência material, são formas das coisas naturais, não se transformam e nem desaparecem, são infinitos.

4. Essência de um ser perfeito – Eterno, imutável, superior a tudo o que existe, o ser divino, chamamos de Deus. Para Aristóteles, o primeiro motor imóvel do mundo é a realidade primeira e suprema.

Aula 5. Teoria do conhecimento.

• Área da Filosofia que estuda a questão do conhecimento humano, logo, suas principais questões são:

1. Como ocorre o processo do conhecimento?
2. Qual o alcance e os limites do conhecimento humano?
3. Como garantir que um conhecimento é verdadeiro?

• O processo do conhecimento ocorre na Relação entre Sujeito e Objeto.


• FONTES E FORMAS DO CONHECIMENTO =

• SENSAÇÃO (Matéria dos sentidos: imagens, sons, cores,…).
• PERCEPÇÃO (Organiza as sensações e forma representações).
• IMAGINAÇÃO (Estabelece relações entre imagens).
• MEMÓRIA (Permite o acesso às percepções passadas).
• LINGUAGEM ( Forma de expressão das ideias).
• RACIOCÍNIO ( Atos intelectuais ligados, operações mentais).
• INTUIÇÃO ( Compreensão global e instantânea de algo).

CONHECIMENTO:
SENSÍVEL --- Experiência --- Aparência --- Certeza
(empírico)

INTELECTUAL --- Razão --- Essência --- Verdade
(inteligível)


Aula 6. Epistemologia moderna.

• A Epistemologia, que é o desenvolvimento da antiga Teoria do conhecimento, investiga os limites, as possibilidades, as origens e os tipos de conhecimento, porém, seu
maior objeto é o conhecimento especializado e metódico que chamamos de Ciência.

• MÉTODO:

o Tem origem grega, significa “seguir um caminho”.
o Constitui o conjunto de procedimentos necessários para orientar determinada atividade ou pesquisa.
o Exemplos: método dedutivo, método experimental, método indutivista,…

• TEORIAS CIENTÍFICAS:

• Com o método, o cientista procura conhecer Leis universais que expliquem certos fenômenos particulares, o encadeamento dessas leis e de fatos faz surgir as Teorias científicas.

• Como se elabora uma teoria científica:

• Primeiramente, o cientista seleciona um FATO, visto como um PROBLEMA a ser resolvido. Com a OBSERVAÇÃO dos fatos criam-se HIPÓTESES, que devem guiar as EXPERIÊNCIAS, essas experiências devem comprovar ou não as hipóteses, com resultados positivos, o cientista extrai LEIS necessárias, que ao serem encadeadas formam as TEORIAS científicas.

• O que é uma teoria científica?

• É um sistema ordenado e coerente de proposições ou enunciados baseados em um pequeno nº de princípios, cuja finalidade é descrever, explicar e prever do modo mais completo possível um conjunto de fenômenos, oferecendo suas leis necessárias.

• Podemos citar como exemplos: a teoria da evolução, a teoria do Big bang ou a teoria da relatividade de Einstein.

• A ciência do século XVII:

• O desenvolvimento científico do século XVII foi fundamental para a construção da ciência moderna, pois os pressupostos ali colocados serviram de base para tudo o que foi feito a partir daí.

• Pressupostos:
o Matematização da natureza – Explicação de eventos naturais através das relações matemáticas existentes.
o Adoção do método experimental – Não confiar apenas nas teorias, mas fazer experimentos que as comprovem.
o Pensamento mecanicista – O Universo é considerado uma grande máquina, aonde todos os seus elementos estão conectados.
o Novos objetivos - Aa ciência passa a ter como objetivo ampliar o poder dos homens sobre a Natureza.

• A partir do século XVII há uma mudança radical de postura intelectual, com a adoção dos pressupostos citados, o homem passa a ter poder sobre a Natureza, fabricando novas verdades.


Aula 7. A oposição entre o Racionalismo e o Empirismo.

• O RACIONALISMO:

• Doutrina filosófica inaugurada pelo francês René Descartes (1596-1658), faz do sujeito do conhecimento o fundamento de toda a verdade.
• A Razão é a luz natural inata que permite o acesso à verdade.
• A verdade é uma característica das ideias e não das coisas.
• A frase considerada símbolo do Racionalismo é o cogito cartesiano: “Penso, logo existo.” ( a primeira verdade é a minha existência enquanto um ser pensante).

• AS IDEIAS INATAS:
• Descartes defende a existência de “ideias inatas”, que por serem puras (livres dos sentidos) só podem existir porque já nascemos com elas.
• Exemplos: Infinito, tempo, espaço, Deus, relações matemáticas,.. (intuições intelectuais).

• O EMPIRISMO:

• Doutrina filosófica que encontra o seu auge nos séculos XVII e XVIII na Inglaterra com Francis Bacon, John Locke e David Hume.
• A Razão, a verdade e as ideias são adquiridas por nós através da experiência sensível, antes da experiência, nossa mente é como uma “folha em branco”.

• A ORIGEM DAS IDEIAS:
• As sensações formam a percepção, a associação das percepções formam as ideias.
• Temos o hábito de fazer associações; para Hume a razão é o hábito de associar ideias.

• PROBLEMAS:

• Do Racionalismo: Se as ideias são inatas, porque mudam? (A razão muda e prova que certas ideias são falsas.)

• Do Empirismo: Se as ciências são apenas hábitos, não possuem objetividade (verdade?), o conhecimento empírico é uma ilusão. (Impossibilidade do conhecimento objetivo da realidade).