segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resumos Sociologia 2º médio ETIP (2º trim)

Aula 1. A Escola de Frankfurt

  • Um grupo de pensadores fundou em 1923 o “Instituto de pesquisa social” na Alemanha, com o objetivo de buscar explicações para as profundas transformações sociais ocorridas à época, dando ênfase aos aspectos culturais. 
  • Panorama histórico: Período de expansão do capitalismo monopolista e das ideias socialistas e totalitaristas, logo após a 1ª guerra mundial (1914-1918) e a revolução russa (1917-1922). 

·         Principais influências:       
                O marxismo em suas várias formas (análise das formas de domínio).                 
                A psicanálise de Freud, (análise dos comportamentos).




  • Nomes:

    * Max Horkheimer (1895-1973).
               * Theodor Adorno (1903-1969).           
               * Walter Benjamim (1892-1940)
               * Herbert Marcuse (1898-1979)
               * Jurgen Habermas (1929- )
               * Erich Fromm (1900-1980).




  • Questões    
    • Entender as relações que movimentavam as massas.     
    • * Análise crítica dos meios de comunicação.
    •  * Aperfeiçoar o movimento revolucionário marxista. 
    • Crítica à ideologia capitalista.          

  • Conceitos:

    • Cultura de massa – Conjunto de manifestações culturais que não está ligado a nenhum grupo social específico, pois é transmitido de maneira industrializada para o público em geral por intermédio dos meios de comunicação de massa.
    • Indústria cultural – Produção industrializada de bens culturais em larga escala para atender o grande público.

A indústria cultural vende cultura; para vendê-la, deve seduzir e agradar o consumidor; para isso não pode chocá-lo, provocá-lo, fazê-lo pensar, mas deve devolver-lhe com nova aparência, o que ele já sabe, já viu, já fez. O expectador “médio” é o senso comum cristalizado.
No capitalismo tudo é mercadoria, inclusive as obras de arte. Segundo Adorno, massificar a arte é banalizar a expressão artística e intelectual, ou seja, vulgarizar. 

·         A indústria cultural inverte/subverte o sentido da arte:

                    ARTE                                           INDÚSTRIA CULTURAL
1.    Expressão do talento do autor ----- reprodução repetitiva.
2.    Momento de criação ------------------ produtos para o consumo rápido.
3.    Experimentar o novo ----------------- consagrar o padrão.
4.    Provocar, chocar, incomodar ------- lazer e diversão, satisfazer os
                                                                     Sentidos.


Aula 2. Propaganda e sociedade de consumo.

·         Ver texto1 – O papel da propaganda na sociedade de consumo. (pág. 26).
·         Ver texto 2 – Sociedades de consumo – Criando necessidades, (pág. 27, 28 e 29).
·         Ver exercícios 3 e 6 da pág. 29;  7,9,10,12,14 e 15 da página 30 e 17 e 20 da pág. 31. 

Aula 3. Análise dos meios de comunicação de massa.

·         Os programas de rádio/TV são feitos introduzindo uma divisão do público e dos horários, isto é feito para atender as exigências dos patrocinadores.

·         A desinformação é o principal resultado da maioria dos noticiários, assistir regularmente estes noticiários pode provocar na maioria das pessoas:

o   Falta de localização espacial – Perda das referências , China = Paraíba.
o   Falta de localização temporal – Perda da relação causa/consequência. Só existe o “Agora”.

A TV/rádio ( e a internet) podem oferecer-nos o mundo inteiro num instante, mas o fazem de tal maneira que o mundo real desaparece, restando apenas retalhos fragmentados de uma realidade desprovida de raiz no espaço e no tempo.

  • Efeitos da mídia      
    • * Dispersão da atenção, criando o hábito de pensar fragmentado.
    • * Inversão entre a realidade e a ficção.
    • * Infantilização do público, que não suporta a distância temporal entre o desejo de consumir e a satisfação dele.
    • * Autoritarismo – Intimidação social, com os especialistas  que nos         ensinam a viver. 
  • Com isso, a mídia transforma o público em uma massa inculta, infantil, desinformada e passiva.
Aula 4.  O que é poder?

  • Texto-base: “O que é poder”, Gerard Lebrun, São Paulo, Abril cultural, 1984.

  • Conceitos prévios:
o   Potência – Possibilidade imediata de ação.
o   Força – Canalização da potência, é a sua determinação.

  • Definições de poder:
    • Max Weber – Oportunidade de impor sua vontade, dominação, sistema de ordem e obediência.
    • Talcott Parsons – Ter poder é ter autoridade reconhecida pelo grupo, baseia-se no consenso.
  • Segundo Lebrun, há um falso consenso, pois a submissão civil não implica na aceitação da autoridade. A certeza de impunidade mostra como é frágil o respeito pela autoridade.
  • Considerações sobre o poder:
o   Quando se fala em obediência política, a coerção está sempre presente.
o   O poder é uma mercadoria rara, só o possuímos as custas dos outros.
o   Nenhuma organização política funciona sem dominação.
o   O grande problema político está em determinar e adequar a dominação aos valores.

  • “O poder não é um ser com existência própria, é o nome atribuído a um conjunto de relações que existem em todo corpo social.” (Michel Foucault)

  • Segundo Lebrun, como é possível a resignação dos homens aos excessos de poder? Talvez por um sentimento popular de exclusão natural do poder, ou seja, são eles que dominam e nós não temos força para mudar isso, pois é uma relação natural.

  • “O poder é uma fatalidade inevitável, ser cidadão equivale a ser obediente, estar em um verdadeiro adestramento.” (David Hume)

  • Segundo Lebrun, a resignação ao poder não faz parte da natureza humana, é uma construção cultural elaborada pelos detentores do poder para justifica-lo.
Aula 5. Poder e autoridade.

  • Ver texto Pitágoras 1 – Poder e autoridade. (página 46).
  • Ver texto Pitágoras 2 – O Estado e a dominação. (páginas 47 a 50).
  • Autoridade: direito ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens, tomar decisões, agir.
  • Tipos de autoridade:
    • Autoridade jurídica – Imposta por obrigação aos subordinados, podem ser dividida em: autoridade formal (normas de uma estrutura) e autoridade operativa (procedimentos internos).
    • Autoridade moral – Surgida naturalmente da reconhecida superioridade de um indivíduo, pode ser dividida em: autoridade técnica (conhecimentos específicos) e autoridade pessoal (valores e atitudes).

  • Concepções de poder segundo:
    • Karl Marx – Poder é a capacidade de uma classe social realizar os seus interesses, os seus objetivos específicos.
    • Hanna Arendt – O poder é o oposto da violência, a violência acontece quando  se dá a perda de autoridade e de poder.
    • Maquiavel – É obrigação do governante conquistar e manter o poder, adotando quaisquer estratégias para isso.

·         “O estado e a dominação segundo Marx, Weber e Durkheim.

·         Marx entende o Estado como uma relação entre a infraestrutura (base econômica) e a superestrutura (instituições jurídicas e políticas). O Estado nasce da luta de classes.

·         O Estado é uma instituição em processo de centralização burocrática, militar e policial que oprime a sociedade e exprime o poder da classe dominante. O Estado é a forma de dominação de uma classe sobre as outras.
·         Weber define o Estado como uma comunidade humana que pretende o monopólio do uso legítimo da força física dentro de determinado território. O Estado é a única fonte do direito de uso à violência

·         Para Weber existem três tipos puros de dominação legítima:
o   Dominação tradicional – Obediência por hábito, por costumes naturais.
o   Dominação carismática – Obediência pela crença nas qualidades superiores do líder, pelo seu carisma.
o   Dominação legal – Obediência às leis aceitas por todos.
          
  • Durkheim define que o Estado deve garantir a organização moral da sociedade, e esta determina quem faz parte do Estado.

  • Existe, para Durkheim uma relação de dependência mútua entre o Estado e a sociedade, o indivíduo é produto da sociedade, mas só se torna real com a atuação do Estado.

Aula 6. Sociologia política.

  • Sociologia política =  É a parte da sociologia que faz a análise dos fenômenos políticos a partir de seus condicionantes sociais. Parte do pressuposto de que o comportamento social não é natural.

  • Mas, o que é política? Como fazer política?

  • Política = Esfera da sociedade em que diversos grupos lutam entre si para interferir nas decisões das autoridades administrativas.

  • Fazer política = Militância partidária, votar nas eleições, participar de sindicatos e assembleias, passeatas e protestos, abaixo-assinados; notar que se desinteressar por política também é uma forma de fazê-la, desde que seja feita de uma forma consciente, como um protesto por exemplo.

  • POLÍTICA É O CONFLITO DE INTERESSES.  

        GOVERNO -------------- Organiza e administra ----------------- SOCIEDADE

        SOCIEDADE ------------ Exerce influência ----------------------- GOVERNO

                             



Resumos Sociologia 1º médio ETIP (2º trim)


Aula 1. A análise de Sérgio Buarque de Holanda: “Raízes do Brasil”.

·         Sérgio Buarque (1902-1982), sociólogo paulista, autor de “Raízes do Brasil”, defende a tese da natural cordialidade brasileira.

·         A colonização portuguesa do Brasil se processou a partir de valores de aventura, em oposição à valorização do trabalho.

·         A aventura e a busca pela riqueza eram mais bem-vindas ao colono do que o trabalho rotineiro e bem organizado.

·         Havia uma verdadeira ânsia de prosperidade sem custo e sem esforço, uma busca desenfreada de títulos, posições e riquezas fáceis.

·         Principais características:

ü  Espírito de aventura – O gosto pelo risco, o desleixo com a organização.
ü  Ética do mérito pessoal – o culto à personalidade, ao carisma pessoal.
ü  Família patriarcal – o poder do senhor de terras e escravos era quase absoluto.
ü  O homem cordial – relações baseadas em aspectos emotivos, pessoais.
ü  Outras características – personalismo, clientelismo e patrimonialismo.

·         A análise histórica se faz necessária, pois muito do que somos hoje enquanto povo e nação se constituiu através de elementos presentes nas várias fases de nossa história.


Aula 2. A formação da identidade brasileira: Brasil brasileiro?

·         A sociedade brasileira possui características próprias reconhecidas como típicas de nosso país, e não só o carnaval, o futebol ou a feijoada, mas um padrão de comportamento específico.

·         Ao mesmo tempo em que somos reconhecidamente um povo alegre, festivo, receptivo e criativo, também somos conhecidos com o um povo desorganizado, passional, individualista e corrupto, sem esquecer nossa maior marca que é o “jeitinho brasileiro”, a malandragem típica vista por uns como negativa e por outros como positiva.

·         Temos uma sociedade civil recente, com aproximadamente 128 anos, em processo de amadurecimento, com características que queremos e precisamos mudar, tais como:

o   Elitismo – As classes sociais com mais renda defendem o interesse de poucos.
o   Complexo de inferioridade – Consideramos sempre o que vem de fora melhor.
o   Ausência de participação popular – A falta de um sentimento social e prioridade ao pessoal.

·         A ausência de preocupações sociais é um dos mais graves problemas que encontramos no Brasil, salvo algumas ações comunitárias de ajuda, que só avançam quando tem o apoio da grande mídia, é muito raro vermos atitudes sociais de sucesso, alguns chegam mesmo a desprezar e desconfiar de pessoas que se dedicam ao social, com raciocínios do tipo: “ele deve estar ganhando algum para fazer isso”.

·         Não existe um rumo certo, um projeto social de desenvolvimento, cada um vai levando sua vida, se importando apenas com as pessoas mais próximas, qualquer preocupação social é vista como uma ilusão, algo abstrato que não faz parte do cotidiano.

·         A sociedade civil brasileira nem sabe o que quer ser.
                                                                         
·         OBS: Ver textos da apostila Pitágoras páginas: 38 e 39.


Aulas 3/4. Análise de ambientes culturais: A família.

·         Modelo tradicional de família: pai, mãe e filhos.

·         Aspectos importantes para a manutenção da família tradicional: fidelidade, exclusividade, garantia de propriedade.

·         Podemos conceber a instituição familiar como:

o   Organização natural – Se é algo natural, então qualquer forma diferente da tradicional é “anti-natural”, ou seja, errado.

o   Determinação divina – A família é obra de Deus: “o que Deus uniu o homem não separa.” Qualquer forma diferente pode ser considerado ‘pecado”.

o   Produto histórico-cultural – A família não é natural, nem divina, mas algo construído culturalmente, cada sociedade adota aquilo que é conveniente para sua cultura.   


·         Funções:


           Transmissão dos padrões culturais vigentes.

           Desenvolvimento físico, psíquico e social.

           Absorção e manutenção de valores ideológicos.(*)


·         Influências:


            Fatores econômicos. Ex: a mulher no mercado de trabalho.

Meios de comunicação de massa. Ex: exposição constante na mídia.

          Instituições educacionais. Ex: aprendizagem cada vez mais precoce.


·         Segundo o psicanalista francês Jacques Lacan (Paris, 1901 – 1981), a família preside os processos fundamentais do desenvolvimento psíquico através de três mecanismos básicos.

·         A primeira educação:



          Os pais são os modelos de comportamento.

Os adultos tem poder sobre as crianças. (Autoridade).

          Dependência física e psicológica quase total.

·         Aquisição da linguagem:





          Ferramenta imprescindível para a sociedade.
                 
          Possibilita a compreensão da realidade.

·         A repressão do desejo:


          


           Ao nascer, a mãe é o mundo.

Tempo de espera para a satisfação dos desejos.

          Limites impostos pela realidade, lidar com as frustrações.                                          

         Repressão dos impulsos agressivos e eróticos. 


·         OBS: Ver textos da apostila Pitágoras páginas: 47 e 48.



  
Aulas 5/6. Análise de ambientes culturais: a escola.

·         Instituição social que faz a mediação entre o indivíduo e a sociedade. Com a educação a criança se humaniza, se socializa, aumentando assim sua autonomia. 

  •      Evolução da Escola:


         Antiguidade – O meio social educa, aprende-se fazendo.
                    Idade média – Escola para as elites, religião e poder.
               Idade moderna – Ainda elitistas, porém mais técnicas.
               Revolução industrial – Universalização do ensino, preparo para o trabalho.
         Atualmente - Preparação visando suprir as necessidades sociais.


·         Principais problemas:

·         O abismo entre a escola e o meio social.

o   Ao buscar a proteção das crianças e dos jovens contra os perigos sociais, a escola substitui a realidade social por uma realidade escolar fechada, criando um distanciamento do cotidiano.
o   Com este modelo, a escola forma uma pessoa passiva perante o seu meio social, que não sabe aplicar os conhecimentos aprendidos para entender e atuar no mundo.

·         A discutível utilidade do saber escolar.

o   Segundo as teorias pedagógicas, o lugar social que o indivíduo ocupará na sociedade depende do grau de cultura que adquirir, atestando o saber através de diplomas, que se tornam passaportes para a vida social.
o   O grau de cultura adquirido pela pessoa depende do lugar social ocupado por sua família, depende de sua classe sócio-econômica.
o   Em muitos casos há um problema metodológico significativo: algumas escolas ensinam as respostas sem que se tenha feito perguntas, não há o estímulo para os alunos aprenderem a perguntar. Saber é perguntar e conhecer respostas.

·         Como preparar os alunos para a vida real?

o   A escola acredita que ao ensinar a cultura acumulada pela humanidade, conseguirá desenvolver nos alunos o que neles há de melhor.
o   A escola cria indivíduos à imagem e semelhança dos valores sociais dominantes.
o   A família ficou apenas com a formação moral de seus filhos, a escola vem substituindo as famílias na orientação para a vida sexual, profissional, social.
o   As regras e normas não podem ser ensinadas como verdades absolutas, mas como “acordos sociais” para melhorar nossas relações.
o   As rotinas escolares, as atividades e os conteúdos apresentados estão distantes da vida cotidiana dos alunos, que não vêem na escola qualquer utilidade para seu desenvolvimento.
o   Apenas o discurso da sociedade e a exigência do diploma na hora de obter um emprego melhor lhes dão a certeza de que é preciso insistir.
o   A vida escolar deve estar articulada com a vida social, é preciso injetar realidade na escola.
o   Ignorar as diferenças é trabalhar para aprofundá-las.
o   Valores básicos na sociedade capitalista como liberdade individual, autonomia, criatividade e capacidade de tomar decisões exigirão da escola uma abertura em seu conservadorismo e autoritarismo.
o   Nem todos os conhecimentos escolares têm aplicação imediata, são úteis porque desenvolvem a possibilidade de reflexão e aumentam nossa compreensão sobre a realidade que nos cerca, que deve ser a finalidade principal da escola.

·         OBS: Ver textos da apostila Pitágoras páginas: 48 e 49.